
O que escrever na pastoral dos 40 anos da IPCG? Pra começar, tal texto deveria estar sendo escrito por um membro da igreja, não por mim. Sou simplesmente o pastor, o coadjuvante desta história que tem Deus por roteirista e principal personagem e os membros da igreja como atores de destaque.
Falarei dos últimos 15 anos, sob minha perspectiva mui falível.
A IPCG é igreja do Senhor Jesus Cristo. Aqui se ajunta gente que conhece e ama ao Deus vivo. Canto “este é o meu respirar” e eis em minha mente Dona Elisa, respirando por aparelhos e respirando pelo poder do “Santo Espírito vivendo nela”. Canto “Ao orarmos Senhor, vem encher-nos com teu amor” e enxergo Dona Edite, mulher virtuosa que dobra os joelhos em oração. Leio “servi ao Senhor com alegria” (Salmo 100.2) e estou diante de Dona Flora, contando-me piadas enquanto me cumprimenta, ao sair dos cultos e Maninho, protótipo do CQC gospel. Ê IPCG! Boa demais, bênção demais pra um pastor como eu!
Abro a Bíblia na “Grande Comissão” (Mateus 28.18-20) e lá estão Arlan, Saulo e Rosinha, Thiago e Michele. Leio o livro de Jó e me lembro de Helena de Deus, Nadiva, Ciro, Maria de Jesus, Therezinha, Sérgio e Raul, Salomão e Raimunda. Folheio Provérbios e encontro-me com Elda, Neise e Gildázio; adianto-me até a galeria de heróis da fé, em Hebreus, e lá estão Albertina Alves, Josefa da Conceição, Jéssica Borges, Edivaldo, Jovita, Sonia Maria e Elias Lopes. As crianças do Salmo 8.2 se fazem presentes — Ana Cecília, Júlia, Lígia, Anna Machado, Carlos Daniel, Mateus, Luan, Elisama, André e Andressa, Rafael Macedo, Josué Moreira, Elise, Iasmin, Winne — assim como os jovens fortes de 1João 2.14 — os irmãos Pierre, o Lucas Ribeiro, o Matheus Gomes, o Iago, a Jéssika Batista, o Adriano, o Fabrício, a Juliana, a Janaína Lazzaretti, a Janaína Sousa e o Diego.
Falando de administração surgem o Aldegundes, o Nilton Luiz, o Assunção, o Saulo (não o Afonso, mas o Lemos, do Lago Azul), o Edimilson, o Hideaki e o Douglas. Se o ponto é compaixão lá estão o Carlos Chagas, o Leandro, a Marlene, a Rita, o Antonio Celso, a Maria Lili, a Eunice e a Marinez. Falando de serviço há o Adelson, o Raimundo, a Vandete, o Jadson, o Laelton, o Leandro de Paula, o Thiago Messias, o Nelson e a Terjane, a Cibele, a Neide, a Carmem, a Norma, a Rita, o Rúbens, a Pollyanna, a Sirlene, a Lucylene e o Antonio Araruna e a Edilamar. E não me esqueço dos pastores — Socorro, Rivaldo, Cássia e José Salvador —, dos educadores — Alain, Ivonete, Jônathas, Nilze e Ricardo Santana — e dos músicos e cantores — Rodrigo, Davi, Daniel, Gabriel, Ismael, William, Odirley, Lorelay, Karine Andresa, Carol, Leandro Neri, Luciana, Filipe e Gabriela.
E tudo isso é apenas uma amostra; tais nomes devem ser entendidos como representantes da totalidade do povo. Eu poderia, simplesmente, listar todo o rol de membros. Não sou digno de sequer “amarrar as sandálias” desses servos de Deus.
Por essa razão, um texto sobre os 40 anos não deveria ser bem uma pastoral e sim uma obra conjunta, algo que se aproximasse da riqueza da graça divina dispensada por meio desse corpo de irmãos e irmãs. Louvemos a Deus por tudo que ele tem feito por intermédio dessas pessoas valiosas da IPCG!
Rev. Misael. Publicado no Boletim 621, de 16/08/2009.